Olha só, eu escrevi esse texto em Curitiba, lá pelo dia 13, 14, mas não tive tempo de terminar, vou colocá-lo mesmo assim.
Estamos em Curitiba, a última fase de nossas férias. Vontade ir embora? Nenhuma. Aqui é a nossa casa, com a nossa cara e jeito. Simplesmente não dá vontade de sair de casa. Ainda bem que chove muito, assim não me sinto culpada por perder um dia de sol. Curitibanos são assim, quando faz sol tem que se desentocar. Deve ser trauma de tantos dias trancados e encobertos.
Hoje fui no centro de manhã, andei pela rua das Flores e adjacências, parecia uma turista na minha própria cidade. Gosto de ver essas pessoas "esquisitas"(na verdade a transcrição mais perfeita de normal). Não é a toa que Rita Lee diz querer ser Normal em Curitiba. As excentricidades desta minha cidade podem ser normais para quem vem de metrópoles e ultrapassadas para os que veem longe. Mas é a minha cidade: que vota na propaganda e é fria, chuvosa. É a minha cidade provinciana, com tardes frias onde o pensamento precisa voar quando se espera a porra do ônibus que não passa, na maneira de falar o i e o u (e - o) e das palavras que só existem por aqui.
Mas tenho que ir embora, voltar pra Brasília e pra casa que não tem nada de mim, nem da minha familinha amada. É sofrido, sentir saudades das pessoas, das nossas coisas, ir pra uma cidade que não nos diz nada. Fazer o que?
Passei para dar um oi!
ResponderExcluirRonise