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sábado, 28 de novembro de 2009

EMOÇÕES NO KIDSHOW

Emoções podem ser criadas, podem ser compradas e até mesmo podem ser espontâneas. Quando se arma um circo, monta um espetáculo, produz um filme, qualquer arte ou entretenimento, um dos objetivos é criar a emoção. Também há a compra deste sentimento, euforia e bem estar está a disposição de todos em qualquer drogaria. Agora, a espontânea, esta surge quando algo vai além das espectativas. E parece mais raro algo exceder o rumo nos dias atuais. Tudo é programado. Para a sua segurança!
Mas hoje senti esse sentimento raro. O espetáculo fora produzido para causar emoção. Pais e mães estavam ali para assistir ao entretenimento de seus filhos. O KIDSHOW! Crianças de 1 ano e meio até os maiores, beirando os 5, 6. Pais eufóricos com suas máquinas digitais, clicando, filmando e não deixando que ninguém veja nada além do que será reproduzido mais tarde em suas telas de computador.
Não foi com o programado que me emocionei, mas foi com o inesperado. Pode ser que com o pacote de ser mãe venha também a corujisse, piegas eu sei. Pensei conhecer o ser que saiu de dentro de mim e duvidava que ela poderia subir num palco e ser a estrela brilhante da festa. Minha pequena dificilmente fala com estranhos, ou se deixa ser vista. E ali ela dançou e cantou, conforme o programado que eu sabia que não aconteceria. Aconteceu. Ela foi ótima. Chorei rios por estar diante de uma pessoinha tão pequena que hoje realmente superou minhas expectativas.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

PAPAI NOEL E SEU HELICOPTERO




Eu sempre elogio a escola que minha filha está aqui em Brasília. Mas a última foi ótima. O Papai Noel pousou de helicóptero na quadra esportiva apenas para os alunos. Incrível. Achei muito fofo. Claro que os pequenos tiveram mais medo do que qualquer outro sentimento, queria que minha filhota fosse um pouco maior para entender como o Colégio dela é tudo de bom!
Depois que me passarem as fotos eu posto aqui.
Vou ter que dar um jeito, quero uma escola tão boa e barata quanto. Ontem dei uma olhada nas escolas de Curitiba, e o Sagrado, que seria do mesmo estilo, mas não tão especial, é quase R$100 a mais.
Como é que pode, a educação em Curitiba, pelo menos perto da nossa casa, é mais cara do que na cidade onde o PIB é o maior do País. Ninguém merece!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

SENTIR FALTA

A nossa estadia aqui em Brasília não é definida por mim. Meu marido pode até decidir ir embora, mas isso acarretaria várias consequencias que poderiam não ser muito boas.
Logo estamos aqui. Sem saber até quando. Pode ser até janeiro. Ou até março. Mas seria ideal se fosse até junho. E se depender da vontade de uns, ficamos até outubro. Caso o destino seja mais doido que eu imagine, mais 5 anos, ou 9.
O problema é que fico sem noção para me programar. Ano que vem já está aí. E será que estaremos aqui?
Bem, quando, e se, formos embora, vou sentir falta de algumas coisas. Como é que pode, né? Faz nove meses que estamos aqui e já estou podendo “sentir falta”. Mas é que a escolinha da minha filhota é linda demais, as professoras são uns amores e esta é a última semana de aula. Me dói o coração de pensar em tirar ela de lá. Claro que vamos garantir a vaga pro ano que vem.
Outra coisa que vou sentir saudades é do calor. É a primeira vez que vivo num lugar onde não preciso parecer um embrulho. É tão gostoso usar as roupinhas leves: vestidos, saias, shorts, bermudas. E a neneca então? Usa todas as roupinhas bonitinhas que ganhou em Curitiba e nunca teve oportunidade para exibir.
E tem o Parque Nacional de Brasília. Que lugar gostoso (pelo menos quando está vazio, cheio parece Ipanema aí do Paraná). Paga-se R$3,00 e há várias piscinas com água mineral. Tem até cachoeira artificial. Esses dias eu estava com uma dor nas costas terrível. Pensei em ir no massagista, no Parque da Cidade é R$40 a hora. Aí pensei: com esse calor, hummmmmmm, vou dar um pulo na Água Mineral (é assim que chamam). Deixei a pequena na escola e fui (com ela eu não relaxaria nem a pau). Fiquei lá aproximadamente uma hora. Minha dor nas costas sarou e eu revitalizei. Não vou mais vezes porque é um pouco longe, mas semana que vem, com a pequena de férias, com certeza.
E tem o Parque da Cidade. É gostoso, tipo o Parque Barigui. Mas acho que melhor. O povo faz caminhadas e corridas, alongamentos, tem umas mini academias espalhadas. Claro que tem aqueles comes, água de coco, bares, lanchonete. Tem pista de kart com restaurante (se não for andar de kart não vá, uma água custa o triplo do valor). O mais interessante é o Parque de Diversão, com montanha russa, roda gigante, carrossel, pula pula, brinquedos em geral (bem melhor que aquele do Parque Barigui) e todas as quintas e sextas tem promoção: paga R$10 e se diverte a vontade. Além desse, tem o parquinho, que é enorme e com um monte de brinquedo diferente. E tem também, espalhado pelo parque, uns massagistas (porque não tem nos parques de Curitiba?).
Ah, eu já ia esquecendo. Sabe o que é bem melhor aqui do que em Curitiba? O trânsito. Só de pensar em voltar a pegar aqueles engarrafamentos horríveis, me dá uma preguiça. Aqui tem alguns pontos que param, mas só no horário de pico. E dá pra desviar. Claro, quem quer ir para as cidades satélites está ferrado, aí sim é problemático. O pessoal gasta horas para andar 25Km (distância daqui até Taguatinga).

sábado, 21 de novembro de 2009

Brasília - uma breve explicação

Viver em Brasília é diferente de viver em qualquer outra cidade. Não que seja ruim, até que tem muita coisa boa. É uma cidade prática e distribuída em blocos. Ou melhor, em super quadras. É assim: a cidade é um avião, tá isso todo mundo sabe, na parte do corpo do avião estão os ministérios, a torre da TV, uma parte do setor comercial e hoteleiro e na ponta o congresso. Nas asas tem a parte residencial, que é dividida em Asa Sul e Asa Norte, que são subdivididas em 16 super quadras, sendo 32 no total. Tem uma parte que não sei como explicar, mas vou tentar: essas quadras são divididas em 100, 300, 500, 700, 900 para um lado do tal de Eixão e 200, 400, 600 pro outro lado. Em cada uma há a parte residencial – dividida em bloco – e uma rua comercial. Nesta rua encontramos de tudo: mercados, lojas, farmácias, bares, restaurantes, salões, funerárias, e qualquer outra coisa que você possa imaginar. Vou colocar o mapa pra ajudar a entender. Mas já vou dizendo: só morando aqui, ou passando pelo menos um mês.
Agora moro na Asa Sul, é bem arborizada, de frente pra L2, é meio barulhento, mas mais que os carros, as cigarras conseguem acabar com o sossego daqui. A minha rua comercial tem algumas peculiaridades. Pelo que percebi cada uma da preferência pra um tipo de comércio e a minha tem várias funerárias e salões de beleza – 3 e 7 pra ser mais exata.
Mas também tem bistrô, restaurante chique, restaurante plebe (mas muito gostoso), e mais ou menos. Tem creperia, bar, boteco, cachaçaria, Tem casa de construção e artesanato. Ah, na ponta tem um super mercado, ótimo, 24 horas. Na outra ponta tem uma escolinha ( mas eu não coloquei minha filha nela não). Logo, você não precisa sair da sua quadra pra fazer qualquer coisa, pelo menos as legais.
A Asa Norte é um pouco diferente, não na engenharia, mas no layout. As lojas são num patamar mais elevado, aqui na Sul elas estão no mesmo nível da rua. Como já disse em outro texto, quando cheguei morei numa rua comercial da Asa Norte, era mais chique do que aqui onde moro, mas tinha o essencial: mercado, farmácia, restaurantes pro dia a dia. Só que algumas lojas eram bem chiques e tinha uns salões de beleza que doía o bolso só de olhar. Ah, também tinha a sorveteria mais cara da capital, claro que vira e mexe nós tomávamos um sorvete lá. E tinha uma cafeteria chique embaixo do meu apertamento. Levei um susto quando tive que pagar nosso café com pão de queijo, pois logo que terminamos a mudança, deveria ser umas 18horas, resolvemos comer, foi um pão pra um café, quando veio a conta:R$7,00. Ninguém merece, né?
Aqui, na Asa Sul, também tem uma confeitaria bem interessante. É cara, não nego, mas uma delícia. Vende um salgado, acho que se chama embrulhadinho, pacotinho, algo do gênero(até pq parece um), de camarão com catupiry, é enorme. Quando vou com minha filha, comemos esse salgado, um brigadeirão (enorme também) e uma coca cola. Dá R$15,00, mas vale cada centavo. Diferente de tomar um pingado com pão de queijo e pagar uma fortuna. Não concordam?
Pra você ter uma idéia de como funciona os preços aqui. Na Asa Norte tinha dois restaurantes que frequentávamos. Num deles a jarra de suco custava R$3,50, claro, o restaurante era simples, mas sincero. No outro, que era um pouco mais sofisticado, o copo do suco custava R$4,00.
Na verdade da para viver bem em Brasília. Não precisa ser rico. Mas também é difícil ser pobre. Primeiro porque as opções não são das mais baratas. E segundo porque a tentação é enorme. Imagina, toda quadra tem comércio, e cada coisa de arrepiar. Mas a gente faz o que pode e aprende com o tempo a dar voltas e conseguir satisfazer os desejos capitalistas.