FELIZ 2010 A TODOS QUE ACOMPANHAM A NOSSA A NOSSA JORNADA!
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Turismo no Lar Doce Lar
O normal nas férias é viajar, passear, conhecer novos lugares, ou até mesmo ir para o mesmo lugar, mas que saia da rotina. Bem, como ser normal é algo meio irreal para mim, eu viajo para casa. Estamos passando uma temporada em Brasília e vou passear no meu ninho. É difícil, dolorido. Pois sempre que vou preciso voltar, com despedidas e lágrimas. A casa de Brasília até que é confortável, mas meu Lar Doce Lar está em Curitiba. Também não é fácil partir daqui, já que vou ficar alguns dias longe do meu amor.
Esta nossa estadia na Capital me faz aprender muitas coisas em relação aos sentimentos, principalmente a controlar a ansiedade e a sentir saudades. Na verdade é um jogo de emoções reais, fortes, sem subterfúgios. E com uma criança junto. E você sabe do que uma criança é capaz quando nos vê chorando.
Fácil não é. Mas essa viagem nos uniu, nosso amor se tornou imensurável. É como se um não existisse sem o outro. Familinha.
As dificuldades nos faz crescer? Apenas quando estamos dispostos!
sábado, 12 de dezembro de 2009
E O SOL APARECEU!
Há dois dias o sol está novamente presente em minha vida. E como boa Curitibana, sai a toda atrás do calor dele.
Sexta tiramos o bolor. Fomos ao parque e passamos o dia, tivemos até que recorrer às sombras para suportar o calor escaldante.
Hoje também passamos o dia ao ar livre. Até fomos no shopping para resolver um problema, mas saímos de lá voando. Vá lá que o sol volte a se esconder.
Hoje também passamos o dia ao ar livre. Até fomos no shopping para resolver um problema, mas saímos de lá voando. Vá lá que o sol volte a se esconder.
Sol fique. Por mais que o calor as vezes seja irritante, a chuva ainda é mais problemática. Pelo menos para mim!
domingo, 6 de dezembro de 2009
SOL, CADÊ VOCÊ? EU VIM AQUI SÓ PRA TE VER!
Odeio chuva e frio. E não adianta tentar fugir para o lugar mais seco deste País, aqui chove, e muito. É pura lenda esta história de que vai chegar aqui e sofrer com a estiagem. A não ser que venha entre os meses de junho e agosto. Sim, este ano só não choveu nestes três meses. Foi só comprar um aparelhinho para umedecer o ambiente e passar um creminho com óleo na pele e ninguém sofreu muito. Final de agosto e a água caiu do céu sem dó nem piedade. Fazia mais de 20 anos que não chovia tanto nesta época. Deve ser minha culpa. Pois pra qualquer lugar que eu vá, o mal tempo me acompanha. Quando vim pra cá em agosto de 2002, choveu (pouco, mas choveu) Fortaleza? Choveu. Maceió? Choveu. Rio? Choveu, e muito. Brasília? Além da chuva, há a falta de estrutura para conviver com tanta água.
Aqui quase não tem estacionamento coberto. Até as marquises são escassas. A maior parte dos espaços são abertos. Salvo os shoppings, que são iguais em qualquer lugar do mundo.
Claro que o tempo daqui é melhor que o de Curitiba, mas com essa reviravolta que o clima está dando, não duvido nada que daqui alguns anos nem se fale mais de seca por aqui. Pelo menos não é tão frio. E eu vou para onde? Quero SOL!!!
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Tinha outro assunto que voou no senta e levanta da cadeira.
As aulas acabaram. Mais uma vez sou mãe em tempo integral. Isso é ótimo. Em contrapartida, não tenho tempo pra mais nada. Então não se desesperem se o blog ficar inativo por um tempo. Isso faz parte desta profissão nenhum um pouco reconhecida no mercado de trabalho. Deveriam pagar para que as mães cuidassem dos filhos e da casa. Com certeza isso seria muito recompensador no futuro. Mas o que acontece é o contrário, uma vez que as mulheres pediram independência e aparentemente a conseguiram. E daí? Agora são como os homens. Que legal. Já não chega eles existirem, há também elas que são como eles. Com baton e saia. Consequencia: um monte de homem que não quer saber de mulher. Se é pra ficar com alguém igual, que seja por inteiro. Mas isso é escolha, ou não, de cada uma.
Eu adoro poder ser mãe por inteiro. Cuidar da casa também acho interessante, mas não limpar e fazer almoço todos os dias. Isso é massante. Gostaria de poder ter alguma secretária para esses assuntos, assim poderia realmente cuidar: decorar, pintar, ajeitar, entre outras coisas que se pode fazer num lar. Mas como aqui em Brasília não dá, não conheço ninguém, então perco o meu tempo precioso no lavar, passar, cozinhar, lavar, limpar. E claro, brincar, educar, deseducar um pouco (e eu lá sou fraca?), dar comida, passear, dar banho, enxugar, brincar, escovar os dentes, contar histórias, colocar para dormir. As vezes este último não dá certo, aí, brigar, dar água, dar suco, quem sabe aí dormir.
Bem aí posso vir para o computador. Será? Nem sempre. Ontem por exemplo tive que levantar três vezes. Era só para dar um beijinho, na verdade uma enrolação danada. Agora por exemplo, ela estava brincando quando comecei este texto, já levantei sei lá quantas vezes. Enquanto escrevia, fiz o jantar, dei banho nela e lavei a louça. As atividades não páram. Foi um texto curto, mas que levou umas três horas para sair do forno. E se estiver desconexo, imagine o porque. Ainda falam que ser dona de casa é pouco. Saudades do tempo em que acordava para ir trabalhar e quando acabava o expediente podia fazer o que quisesse. Agora é expediente integral. E sem salário. Mas é compensador, como é que pode, né? Não imagino a vida sem minha família. E é engraçado, esses dias estava correndo que nem uma louca e comecei a pensar: por que cargas d'água queremos casar e ter filhos? É tão mais fácil ser sozinha. Mas parece que é mais forte. Encontrou o amor?Poxa, podiam curtir só os dois e tal. Mas não. É preciso gerar frutos, ou seja, filhos!
E são 25 horas pensando neles. Mesmo depois que o dia acaba e estão todos dormindo, meu ouvido está ligado. Qualquer barulho e eu acordo. Antes levantava correndo para ver o que era. Agora espero um pouco, dependendo dos sons levanto, se não, volto a dormir.
Mas este texto tinha outro objetivo, nem lembro o que era, além de dizer que estarei sem tempo. Tinha outro assunto que voou no senta e levanta da cadeira.
sábado, 28 de novembro de 2009
EMOÇÕES NO KIDSHOW
Emoções podem ser criadas, podem ser compradas e até mesmo podem ser espontâneas. Quando se arma um circo, monta um espetáculo, produz um filme, qualquer arte ou entretenimento, um dos objetivos é criar a emoção. Também há a compra deste sentimento, euforia e bem estar está a disposição de todos em qualquer drogaria. Agora, a espontânea, esta surge quando algo vai além das espectativas. E parece mais raro algo exceder o rumo nos dias atuais. Tudo é programado. Para a sua segurança!
Mas hoje senti esse sentimento raro. O espetáculo fora produzido para causar emoção. Pais e mães estavam ali para assistir ao entretenimento de seus filhos. O KIDSHOW! Crianças de 1 ano e meio até os maiores, beirando os 5, 6. Pais eufóricos com suas máquinas digitais, clicando, filmando e não deixando que ninguém veja nada além do que será reproduzido mais tarde em suas telas de computador.
Não foi com o programado que me emocionei, mas foi com o inesperado. Pode ser que com o pacote de ser mãe venha também a corujisse, piegas eu sei. Pensei conhecer o ser que saiu de dentro de mim e duvidava que ela poderia subir num palco e ser a estrela brilhante da festa. Minha pequena dificilmente fala com estranhos, ou se deixa ser vista. E ali ela dançou e cantou, conforme o programado que eu sabia que não aconteceria. Aconteceu. Ela foi ótima. Chorei rios por estar diante de uma pessoinha tão pequena que hoje realmente superou minhas expectativas.
Mas hoje senti esse sentimento raro. O espetáculo fora produzido para causar emoção. Pais e mães estavam ali para assistir ao entretenimento de seus filhos. O KIDSHOW! Crianças de 1 ano e meio até os maiores, beirando os 5, 6. Pais eufóricos com suas máquinas digitais, clicando, filmando e não deixando que ninguém veja nada além do que será reproduzido mais tarde em suas telas de computador.
Não foi com o programado que me emocionei, mas foi com o inesperado. Pode ser que com o pacote de ser mãe venha também a corujisse, piegas eu sei. Pensei conhecer o ser que saiu de dentro de mim e duvidava que ela poderia subir num palco e ser a estrela brilhante da festa. Minha pequena dificilmente fala com estranhos, ou se deixa ser vista. E ali ela dançou e cantou, conforme o programado que eu sabia que não aconteceria. Aconteceu. Ela foi ótima. Chorei rios por estar diante de uma pessoinha tão pequena que hoje realmente superou minhas expectativas.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
PAPAI NOEL E SEU HELICOPTERO
Eu sempre elogio a escola que minha filha está aqui em Brasília. Mas a última foi ótima. O Papai Noel pousou de helicóptero na quadra esportiva apenas para os alunos. Incrível. Achei muito fofo. Claro que os pequenos tiveram mais medo do que qualquer outro sentimento, queria que minha filhota fosse um pouco maior para entender como o Colégio dela é tudo de bom!
Depois que me passarem as fotos eu posto aqui.
Vou ter que dar um jeito, quero uma escola tão boa e barata quanto. Ontem dei uma olhada nas escolas de Curitiba, e o Sagrado, que seria do mesmo estilo, mas não tão especial, é quase R$100 a mais.
Como é que pode, a educação em Curitiba, pelo menos perto da nossa casa, é mais cara do que na cidade onde o PIB é o maior do País. Ninguém merece!
Depois que me passarem as fotos eu posto aqui.
Vou ter que dar um jeito, quero uma escola tão boa e barata quanto. Ontem dei uma olhada nas escolas de Curitiba, e o Sagrado, que seria do mesmo estilo, mas não tão especial, é quase R$100 a mais.
Como é que pode, a educação em Curitiba, pelo menos perto da nossa casa, é mais cara do que na cidade onde o PIB é o maior do País. Ninguém merece!
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
SENTIR FALTA
A nossa estadia aqui em Brasília não é definida por mim. Meu marido pode até decidir ir embora, mas isso acarretaria várias consequencias que poderiam não ser muito boas.
Logo estamos aqui. Sem saber até quando. Pode ser até janeiro. Ou até março. Mas seria ideal se fosse até junho. E se depender da vontade de uns, ficamos até outubro. Caso o destino seja mais doido que eu imagine, mais 5 anos, ou 9.
O problema é que fico sem noção para me programar. Ano que vem já está aí. E será que estaremos aqui?
Bem, quando, e se, formos embora, vou sentir falta de algumas coisas. Como é que pode, né? Faz nove meses que estamos aqui e já estou podendo “sentir falta”. Mas é que a escolinha da minha filhota é linda demais, as professoras são uns amores e esta é a última semana de aula. Me dói o coração de pensar em tirar ela de lá. Claro que vamos garantir a vaga pro ano que vem.
Outra coisa que vou sentir saudades é do calor. É a primeira vez que vivo num lugar onde não preciso parecer um embrulho. É tão gostoso usar as roupinhas leves: vestidos, saias, shorts, bermudas. E a neneca então? Usa todas as roupinhas bonitinhas que ganhou em Curitiba e nunca teve oportunidade para exibir.
E tem o Parque Nacional de Brasília. Que lugar gostoso (pelo menos quando está vazio, cheio parece Ipanema aí do Paraná). Paga-se R$3,00 e há várias piscinas com água mineral. Tem até cachoeira artificial. Esses dias eu estava com uma dor nas costas terrível. Pensei em ir no massagista, no Parque da Cidade é R$40 a hora. Aí pensei: com esse calor, hummmmmmm, vou dar um pulo na Água Mineral (é assim que chamam). Deixei a pequena na escola e fui (com ela eu não relaxaria nem a pau). Fiquei lá aproximadamente uma hora. Minha dor nas costas sarou e eu revitalizei. Não vou mais vezes porque é um pouco longe, mas semana que vem, com a pequena de férias, com certeza.
E tem o Parque da Cidade. É gostoso, tipo o Parque Barigui. Mas acho que melhor. O povo faz caminhadas e corridas, alongamentos, tem umas mini academias espalhadas. Claro que tem aqueles comes, água de coco, bares, lanchonete. Tem pista de kart com restaurante (se não for andar de kart não vá, uma água custa o triplo do valor). O mais interessante é o Parque de Diversão, com montanha russa, roda gigante, carrossel, pula pula, brinquedos em geral (bem melhor que aquele do Parque Barigui) e todas as quintas e sextas tem promoção: paga R$10 e se diverte a vontade. Além desse, tem o parquinho, que é enorme e com um monte de brinquedo diferente. E tem também, espalhado pelo parque, uns massagistas (porque não tem nos parques de Curitiba?).
Ah, eu já ia esquecendo. Sabe o que é bem melhor aqui do que em Curitiba? O trânsito. Só de pensar em voltar a pegar aqueles engarrafamentos horríveis, me dá uma preguiça. Aqui tem alguns pontos que param, mas só no horário de pico. E dá pra desviar. Claro, quem quer ir para as cidades satélites está ferrado, aí sim é problemático. O pessoal gasta horas para andar 25Km (distância daqui até Taguatinga).
Logo estamos aqui. Sem saber até quando. Pode ser até janeiro. Ou até março. Mas seria ideal se fosse até junho. E se depender da vontade de uns, ficamos até outubro. Caso o destino seja mais doido que eu imagine, mais 5 anos, ou 9.
O problema é que fico sem noção para me programar. Ano que vem já está aí. E será que estaremos aqui?
Bem, quando, e se, formos embora, vou sentir falta de algumas coisas. Como é que pode, né? Faz nove meses que estamos aqui e já estou podendo “sentir falta”. Mas é que a escolinha da minha filhota é linda demais, as professoras são uns amores e esta é a última semana de aula. Me dói o coração de pensar em tirar ela de lá. Claro que vamos garantir a vaga pro ano que vem.
Outra coisa que vou sentir saudades é do calor. É a primeira vez que vivo num lugar onde não preciso parecer um embrulho. É tão gostoso usar as roupinhas leves: vestidos, saias, shorts, bermudas. E a neneca então? Usa todas as roupinhas bonitinhas que ganhou em Curitiba e nunca teve oportunidade para exibir.
E tem o Parque Nacional de Brasília. Que lugar gostoso (pelo menos quando está vazio, cheio parece Ipanema aí do Paraná). Paga-se R$3,00 e há várias piscinas com água mineral. Tem até cachoeira artificial. Esses dias eu estava com uma dor nas costas terrível. Pensei em ir no massagista, no Parque da Cidade é R$40 a hora. Aí pensei: com esse calor, hummmmmmm, vou dar um pulo na Água Mineral (é assim que chamam). Deixei a pequena na escola e fui (com ela eu não relaxaria nem a pau). Fiquei lá aproximadamente uma hora. Minha dor nas costas sarou e eu revitalizei. Não vou mais vezes porque é um pouco longe, mas semana que vem, com a pequena de férias, com certeza.

E tem o Parque da Cidade. É gostoso, tipo o Parque Barigui. Mas acho que melhor. O povo faz caminhadas e corridas, alongamentos, tem umas mini academias espalhadas. Claro que tem aqueles comes, água de coco, bares, lanchonete. Tem pista de kart com restaurante (se não for andar de kart não vá, uma água custa o triplo do valor). O mais interessante é o Parque de Diversão, com montanha russa, roda gigante, carrossel, pula pula, brinquedos em geral (bem melhor que aquele do Parque Barigui) e todas as quintas e sextas tem promoção: paga R$10 e se diverte a vontade. Além desse, tem o parquinho, que é enorme e com um monte de brinquedo diferente. E tem também, espalhado pelo parque, uns massagistas (porque não tem nos parques de Curitiba?).
Ah, eu já ia esquecendo. Sabe o que é bem melhor aqui do que em Curitiba? O trânsito. Só de pensar em voltar a pegar aqueles engarrafamentos horríveis, me dá uma preguiça. Aqui tem alguns pontos que param, mas só no horário de pico. E dá pra desviar. Claro, quem quer ir para as cidades satélites está ferrado, aí sim é problemático. O pessoal gasta horas para andar 25Km (distância daqui até Taguatinga).
sábado, 21 de novembro de 2009
Brasília - uma breve explicação
Viver em Brasília é diferente de viver em qualquer outra cidade. Não que seja ruim, até que tem muita coisa boa. É uma cidade prática e distribuída em blocos. Ou melhor, em super quadras. É assim: a cidade é um avião, tá isso todo mundo sabe, na parte do corpo do avião estão os ministérios, a torre da TV, uma parte do setor comercial e hoteleiro e na ponta o congresso. Nas asas tem a parte residencial, que é dividida em Asa Sul e Asa Norte, que são subdivididas em 16 super quadras, sendo 32 no total. Tem uma parte que não sei como explicar, mas vou tentar: essas quadras são divididas em 100, 300, 500, 700, 900 para um lado do tal de Eixão e 200, 400, 600 pro outro lado. Em cada uma há a parte residencial – dividida em bloco – e uma rua comercial. Nesta rua encontramos de tudo: mercados, lojas, farmácias, bares, restaurantes, salões, funerárias, e qualquer outra coisa que você possa imaginar. Vou colocar o mapa pra ajudar a entender. Mas já vou dizendo: só morando aqui, ou passando pelo menos um mês. 
Agora moro na Asa Sul, é bem arborizada, de frente pra L2, é meio barulhento, mas mais que os carros, as cigarras conseguem acabar com o sossego daqui. A minha rua comercial tem algumas peculiaridades. Pelo que percebi cada uma da preferência pra um tipo de comércio e a minha tem várias funerárias e salões de beleza – 3 e 7 pra ser mais exata.
Mas também tem bistrô, restaurante chique, restaurante plebe (mas muito gostoso), e mais ou menos. Tem creperia, bar, boteco, cachaçaria, Tem casa de construção e artesanato. Ah, na ponta tem um super mercado, ótimo, 24 horas. Na outra ponta tem uma escolinha ( mas eu não coloquei minha filha nela não). Logo, você não precisa sair da sua quadra pra fazer qualquer coisa, pelo menos as legais.
A Asa Norte é um pouco diferente, não na engenharia, mas no layout. As lojas são num patamar mais elevado, aqui na Sul elas estão no mesmo nível da rua. Como já disse em outro texto, quando cheguei morei numa rua comercial da Asa Norte, era mais chique do que aqui onde moro, mas tinha o essencial: mercado, farmácia, restaurantes pro dia a dia. Só que algumas lojas eram bem chiques e tinha uns salões de beleza que doía o bolso só de olhar. Ah, também tinha a sorveteria mais cara da capital, claro que vira e mexe nós tomávamos um sorvete lá. E tinha uma cafeteria chique embaixo do meu apertamento. Levei um susto quando tive que pagar nosso café com pão de queijo, pois logo que terminamos a mudança, deveria ser umas 18horas, resolvemos comer, foi um pão pra um café, quando veio a conta:R$7,00. Ninguém merece, né?
Aqui, na Asa Sul, também tem uma confeitaria bem interessante. É cara, não nego, mas uma delícia. Vende um salgado, acho que se chama embrulhadinho, pacotinho, algo do gênero(até pq parece um), de camarão com catupiry, é enorme. Quando vou com minha filha, comemos esse salgado, um brigadeirão (enorme também) e uma coca cola. Dá R$15,00, mas vale cada centavo. Diferente de tomar um pingado com pão de queijo e pagar uma fortuna. Não concordam?
Pra você ter uma idéia de como funciona os preços aqui. Na Asa Norte tinha dois restaurantes que frequentávamos. Num deles a jarra de suco custava R$3,50, claro, o restaurante era simples, mas sincero. No outro, que era um pouco mais sofisticado, o copo do suco custava R$4,00.
Na verdade da para viver bem em Brasília. Não precisa ser rico. Mas também é difícil ser pobre. Primeiro porque as opções não são das mais baratas. E segundo porque a tentação é enorme. Imagina, toda quadra tem comércio, e cada coisa de arrepiar. Mas a gente faz o que pode e aprende com o tempo a dar voltas e conseguir satisfazer os desejos capitalistas.

Agora moro na Asa Sul, é bem arborizada, de frente pra L2, é meio barulhento, mas mais que os carros, as cigarras conseguem acabar com o sossego daqui. A minha rua comercial tem algumas peculiaridades. Pelo que percebi cada uma da preferência pra um tipo de comércio e a minha tem várias funerárias e salões de beleza – 3 e 7 pra ser mais exata.
Mas também tem bistrô, restaurante chique, restaurante plebe (mas muito gostoso), e mais ou menos. Tem creperia, bar, boteco, cachaçaria, Tem casa de construção e artesanato. Ah, na ponta tem um super mercado, ótimo, 24 horas. Na outra ponta tem uma escolinha ( mas eu não coloquei minha filha nela não). Logo, você não precisa sair da sua quadra pra fazer qualquer coisa, pelo menos as legais.
A Asa Norte é um pouco diferente, não na engenharia, mas no layout. As lojas são num patamar mais elevado, aqui na Sul elas estão no mesmo nível da rua. Como já disse em outro texto, quando cheguei morei numa rua comercial da Asa Norte, era mais chique do que aqui onde moro, mas tinha o essencial: mercado, farmácia, restaurantes pro dia a dia. Só que algumas lojas eram bem chiques e tinha uns salões de beleza que doía o bolso só de olhar. Ah, também tinha a sorveteria mais cara da capital, claro que vira e mexe nós tomávamos um sorvete lá. E tinha uma cafeteria chique embaixo do meu apertamento. Levei um susto quando tive que pagar nosso café com pão de queijo, pois logo que terminamos a mudança, deveria ser umas 18horas, resolvemos comer, foi um pão pra um café, quando veio a conta:R$7,00. Ninguém merece, né?
Aqui, na Asa Sul, também tem uma confeitaria bem interessante. É cara, não nego, mas uma delícia. Vende um salgado, acho que se chama embrulhadinho, pacotinho, algo do gênero(até pq parece um), de camarão com catupiry, é enorme. Quando vou com minha filha, comemos esse salgado, um brigadeirão (enorme também) e uma coca cola. Dá R$15,00, mas vale cada centavo. Diferente de tomar um pingado com pão de queijo e pagar uma fortuna. Não concordam?
Pra você ter uma idéia de como funciona os preços aqui. Na Asa Norte tinha dois restaurantes que frequentávamos. Num deles a jarra de suco custava R$3,50, claro, o restaurante era simples, mas sincero. No outro, que era um pouco mais sofisticado, o copo do suco custava R$4,00.
Na verdade da para viver bem em Brasília. Não precisa ser rico. Mas também é difícil ser pobre. Primeiro porque as opções não são das mais baratas. E segundo porque a tentação é enorme. Imagina, toda quadra tem comércio, e cada coisa de arrepiar. Mas a gente faz o que pode e aprende com o tempo a dar voltas e conseguir satisfazer os desejos capitalistas.
sábado, 10 de outubro de 2009
ZOO URBANO

Moramos num lugar relativamente nobre desta cidade. Digo relativamente porque é no Plano Piloto, mas nos tais edifícios JK, que são os mais modestos. Contudo não é sobre as moradias que quero falar, mas o que as invade e as cerca.
Acredito que esta é uma área urbana, porém me sinto vivendo no meio do mato. Nunca vi tantos insetos, de diferentes tipos e tamanhos. Uns não tenho ideia do que são, outros são mais comuns. Uma espécie em quantidade exorbitante é a cigarra. Elas cantam dia e noite, e parece ter milhares delas espalhadas em volta do prédio. Antes de escrever este texto saímos para comprar uma pizza e quando voltamos não conseguíamos entrar porque tinha uma cigarra enorme na porta. Já tinha visto esse inseto cantante antes, mas não me lembrava de sua forma. Tudo bem, todos sabemos que ela é inofensiva, mas vai encarar? Ficamos um tempo driblando-a para enfim podermos entrar e degustar a pizza.
Falando em cigarras, vou também contar sobre suas companheiras de fábula: as formigas. Quando nos mudamos para este apartamento tive que armar uma guerra contra vários insetos, um dos principais foi a bichinha trabalhadeira. Tinha de vários tamanhos: grandes, médias, pequenas e muito pequenas. Tinha também muito grandes, mas eram minoria. As grandes eu consegui espantá-las com veneno spray que passa nas janelas, sendo que o fogão fica na frente de uma, e até hoje, (faz 3 meses que estamos morando aqui) quando vou limpar atrás do fogão, há formigas mortas. No começo eram montanhas delas, depois diminuiu. Agora encontramos uma ou outra rodando pela casa. Hoje especificamente tinha uma no teto (?). As pequenas derrotei rapidamente, mas só depois que descobrimos que há um veneno específico nas lojas de produtos agrícolas. Já as médias foram complicadas. Sabe essas que comem insetos, pretinhas? Pois é, o caminho delas era pelo banheiro, passei veneno spray e o outro também, mas elas só sumiram depois que eu envenenei todos os benditos buraquinhos (casa de pobre é cheio de buraquinho). As menorzinhas e as extra grandes sumiram junto com as grandes e pequenas.
Acredito que esta é uma área urbana, porém me sinto vivendo no meio do mato. Nunca vi tantos insetos, de diferentes tipos e tamanhos. Uns não tenho ideia do que são, outros são mais comuns. Uma espécie em quantidade exorbitante é a cigarra. Elas cantam dia e noite, e parece ter milhares delas espalhadas em volta do prédio. Antes de escrever este texto saímos para comprar uma pizza e quando voltamos não conseguíamos entrar porque tinha uma cigarra enorme na porta. Já tinha visto esse inseto cantante antes, mas não me lembrava de sua forma. Tudo bem, todos sabemos que ela é inofensiva, mas vai encarar? Ficamos um tempo driblando-a para enfim podermos entrar e degustar a pizza.
Falando em cigarras, vou também contar sobre suas companheiras de fábula: as formigas. Quando nos mudamos para este apartamento tive que armar uma guerra contra vários insetos, um dos principais foi a bichinha trabalhadeira. Tinha de vários tamanhos: grandes, médias, pequenas e muito pequenas. Tinha também muito grandes, mas eram minoria. As grandes eu consegui espantá-las com veneno spray que passa nas janelas, sendo que o fogão fica na frente de uma, e até hoje, (faz 3 meses que estamos morando aqui) quando vou limpar atrás do fogão, há formigas mortas. No começo eram montanhas delas, depois diminuiu. Agora encontramos uma ou outra rodando pela casa. Hoje especificamente tinha uma no teto (?). As pequenas derrotei rapidamente, mas só depois que descobrimos que há um veneno específico nas lojas de produtos agrícolas. Já as médias foram complicadas. Sabe essas que comem insetos, pretinhas? Pois é, o caminho delas era pelo banheiro, passei veneno spray e o outro também, mas elas só sumiram depois que eu envenenei todos os benditos buraquinhos (casa de pobre é cheio de buraquinho). As menorzinhas e as extra grandes sumiram junto com as grandes e pequenas.
Outro inseto que me deu um belo susto aqui foram as abelhas. Numa bela manhã tinha uma abelhinha no quarto da minha filha. Entrei no banheiro para fazer xixi enquanto minha pequena parou na porta do quarto – que é ao lado do WC – e ficou admirando. Eu disse: filha, cuidado que tem uma abelhinha aí. Terminei minha necessidade e sai. Para minha admiração, olhei para dentro do quarto e levei um susto enorme. Não tinha mais uma abelhinha, mas umas 30, 40 delas. Fechei a porta e entrei em desespero. Até os bombeiros vieram. Mas quando eles chegaram eu já tinha me livrado delas com uma esguichada de spray. Depois eles me explicaram que elas foram ali para encontrar um lugar novo para montar sua casa, mas como joguei veneno elas foram embora. Bem, valeu pelo susto, pela história e pela aula de apicultura.
Também tem os insetos tradicionais: baratas e besouros. As baratas derrotei facilmente com aquelas armadilhas e um aparelho que coloca na tomada que emite um som que as espantas, vira e mexe tem uma morta por aí. Hoje tinha uma na porta de entrada. Nojenta. Como pode termos tanto nojo delas? Os besouros, ah, esses são até engraçados. São pequenos, voam desordenadamente e quando caem de costas demoram a se virar. As vezes nos assustam, voam direto pra cima da gente, mas nada demais.
Tem um outro bichinho que não sei o que é, pequeninos, e entram em baixo da coberta. Tem que estar sempre de olho. Ainda por cima voam. São pretinhos e compridos. Esses não tem o que fazer, só fechar as janelas e olhar as camas antes de deitar.
Outra coisa que tem aqui que achei interessante, mas não são insetos, são os lagartos, ou candangos. Não são grandes, tem um palmo aproximadamente. Correm bastante e sempre estão nas calçadas e árvores que cercam o prédio. Nunca tinha visto, e agora vejo aos montes.
Bem, é isso. Me sinto morando no meio do mato. Até quando será que essas cigarras vão cantar?
Ah, outro dia escrevo sobre outros bichos.
Também tem os insetos tradicionais: baratas e besouros. As baratas derrotei facilmente com aquelas armadilhas e um aparelho que coloca na tomada que emite um som que as espantas, vira e mexe tem uma morta por aí. Hoje tinha uma na porta de entrada. Nojenta. Como pode termos tanto nojo delas? Os besouros, ah, esses são até engraçados. São pequenos, voam desordenadamente e quando caem de costas demoram a se virar. As vezes nos assustam, voam direto pra cima da gente, mas nada demais.
Tem um outro bichinho que não sei o que é, pequeninos, e entram em baixo da coberta. Tem que estar sempre de olho. Ainda por cima voam. São pretinhos e compridos. Esses não tem o que fazer, só fechar as janelas e olhar as camas antes de deitar.
Outra coisa que tem aqui que achei interessante, mas não são insetos, são os lagartos, ou candangos. Não são grandes, tem um palmo aproximadamente. Correm bastante e sempre estão nas calçadas e árvores que cercam o prédio. Nunca tinha visto, e agora vejo aos montes.
Bem, é isso. Me sinto morando no meio do mato. Até quando será que essas cigarras vão cantar?
Ah, outro dia escrevo sobre outros bichos.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
PRESENTE
Já estou em Brasília há cinco meses. Vivemos num lugar bom aqui. No Plano Piloto, como é chamado (isso significa que não estou nas cidades satélites), e até conseguimos um apartamento bonzinho – sabe quando alugamos um apartamento para passar temporada na praia, é tipo isso – e por um bom preço. 
Também coloquei a nossa princesinha numa ótima escola, muito boa mesmo. Linda, com parque aquático, horta, mini zoo e por incrível que pareça com o menor preço da região. Além das professoras serem ótimas, muito carinhosas. E já senti diferença no comp
ortamento da nossa filhotinha. Essa escola será o que sentirei mais saudades aqui de Brasília, não acredito que encontrarei algo semelhante, a esse preço, em Curitiba.
Meu marido amado também conseguiu fazer o que queria: dar aula no ensino superior. Bem, ele já percebeu que a realidade é mais difícil do que parece, pois os alunos não nem aí e ensinar quem não quer...
Quanto a mim, eu estou bem. Uma das coisas que mais esperei para fazer na minha vida, consegui resolver aqui, é relativo a estética, mas fez muita diferença na minha vida e se eu tivesse arrumado antes eu não teria tido tantos problemas de auto estima. Mas tá, tudo ao seu tempo. Provavelmente eu tinha que aprender a lidar com essas coisas (vai lá que na minha encarnação passada eu tinha os dentes lindos e por isso desprezava os com dentes não tão lindos, nessa encarnação paguei com juros). Mas bem, resolvido. Em Curitiba eu não tinha encontrado profissional para isso.
Também estou estudando Libras, na verdade treinando mais, ao contrários de Curitiba, aqui eu raramente tenho contato com surdos. E não quero esquecer o que já aprendi. Consegui um curso em instituição pública, gratuito.
E assim vou levando. Não sabemos até quando ficaremos nesta cidade absurda (absurda sim, para ir de um lado pro outro preciso dar mais voltas do que carrossel), e isso faz com que eu não possa planejar longos períodos. Mas também, vamos viver o hoje que o amanhã só Deus sabe!
Também coloquei a nossa princesinha numa ótima escola, muito boa mesmo. Linda, com parque aquático, horta, mini zoo e por incrível que pareça com o menor preço da região. Além das professoras serem ótimas, muito carinhosas. E já senti diferença no comp
Meu marido amado também conseguiu fazer o que queria: dar aula no ensino superior. Bem, ele já percebeu que a realidade é mais difícil do que parece, pois os alunos não nem aí e ensinar quem não quer...
Quanto a mim, eu estou bem. Uma das coisas que mais esperei para fazer na minha vida, consegui resolver aqui, é relativo a estética, mas fez muita diferença na minha vida e se eu tivesse arrumado antes eu não teria tido tantos problemas de auto estima. Mas tá, tudo ao seu tempo. Provavelmente eu tinha que aprender a lidar com essas coisas (vai lá que na minha encarnação passada eu tinha os dentes lindos e por isso desprezava os com dentes não tão lindos, nessa encarnação paguei com juros). Mas bem, resolvido. Em Curitiba eu não tinha encontrado profissional para isso.
Também estou estudando Libras, na verdade treinando mais, ao contrários de Curitiba, aqui eu raramente tenho contato com surdos. E não quero esquecer o que já aprendi. Consegui um curso em instituição pública, gratuito.
E assim vou levando. Não sabemos até quando ficaremos nesta cidade absurda (absurda sim, para ir de um lado pro outro preciso dar mais voltas do que carrossel), e isso faz com que eu não possa planejar longos períodos. Mas também, vamos viver o hoje que o amanhã só Deus sabe!
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
SAUDADES
A mudança sempre causa desconforto. É tudo novo. E ninguém te conhece. As amizades nascem e se desenvolvem. Existe um tempo para que possa haver confiança, carinho. Acredito que isso é o mais dificil quando estamos numa cidade nova: construir relacionamentos.
Os grupos sociais já são demarcados. Entrar neles leva tempo. Na cidade natal esses grupos foram construídos por nós. Não apenas conhecemos suas regras como nós é que a fazemos. E agora sou uma forasteira, sem um espaço.
Gosto de Brasília, é uma cidade diferente. Não há um centro, mas vários centros comerciais. Mas falta um lugar específico.
Quanto as pessoas, bem, elas são simpáticas e na maioria das vezes me tratam bem. Até porque esta é uma cidade de forasteiros, ninguém que nasceu aqui tem mais 50 anos, já que a cidade ainda não tem essa idade. Fui bem recebida. O problema é que, como disse antes, para construir relacio
namentos leva tempo. Então é tudo muito superficial. Não existe aquela conversa com amigas, sabe aquelas que podemos contar nossos desesperos, alegrias, dúvidas...Essas coisas que fazem muita, muita falta.
Em Curitiba eu sei para onde correr, aqui não há lugar. Bem, isso provavelmente me tornará mais forte: interiorizar os sentimentos para conseguir transformá-los. Tá, mas não sou assim, gosto de expor. Sinto falta de uma conversa, risadas, bate papo. E aqui n
ão há ninguém para poder fazer isso.
Não adianta também querer forçar, me encontrar com os amigos de alguém pra me distrair. Não são meus amigos, e terei que fazer o social.
Com minhas amigas se há social, acho que não, eu nem sinto. É isso, sinto falta das minhas amigas, muita falta. Claro, tem o menssenger, mas não é a mesma coisa. Não vejo a hora de ir pra Curitiba.
Os grupos sociais já são demarcados. Entrar neles leva tempo. Na cidade natal esses grupos foram construídos por nós. Não apenas conhecemos suas regras como nós é que a fazemos. E agora sou uma forasteira, sem um espaço.
Gosto de Brasília, é uma cidade diferente. Não há um centro, mas vários centros comerciais. Mas falta um lugar específico.
Quanto as pessoas, bem, elas são simpáticas e na maioria das vezes me tratam bem. Até porque esta é uma cidade de forasteiros, ninguém que nasceu aqui tem mais 50 anos, já que a cidade ainda não tem essa idade. Fui bem recebida. O problema é que, como disse antes, para construir relacio
Em Curitiba eu sei para onde correr, aqui não há lugar. Bem, isso provavelmente me tornará mais forte: interiorizar os sentimentos para conseguir transformá-los. Tá, mas não sou assim, gosto de expor. Sinto falta de uma conversa, risadas, bate papo. E aqui n
Não adianta também querer forçar, me encontrar com os amigos de alguém pra me distrair. Não são meus amigos, e terei que fazer o social.
Com minhas amigas se há social, acho que não, eu nem sinto. É isso, sinto falta das minhas amigas, muita falta. Claro, tem o menssenger, mas não é a mesma coisa. Não vejo a hora de ir pra Curitiba.
sábado, 22 de agosto de 2009
O COMEÇO
Chegar na cidade foi relativamente fácil. Aprender como andar nela é que foi mais complicado, mas isso só dependia de mim, e quando o assunto é direto, descomplica. O ruim mesmo foi ter que ficar dois meses morando numa quitinete de 25m2, a espera do apito final: se íamos ou não ficar na cidade.
Quando chegamos ficamos na casa de um amigo da família, que foi extremamente gentil conosco (sou eternamente grata). Ficamos apenas alguns dias lá. Logo tivemos a oportunidade de nos mudar para esta kit citada acima, na Asa Norte. O lugar muito bom, com parquinhos e comércio (em excesso), principalmente de comes e bebes. A melhor sorveteria (e a mais cara) ficava embaixo da nossa mini casa.
Pra neneca foi ótimo, parquinhos, sorvetes e uma casa do tamanho dela, com direito a frigobar, que como era do seu tamanho, ela o abria e fechava sem complicações. Outra coisa que ela deve ter gostado muito foi dormir conosco, ao lado da nossa cama.
Mas morar num lugar tão pequeno é bom pra um curto período de tempo. As limitações eram muitas: não dava pra cozinhar, já que não tinha janela na “cozinha” e por isso comíamos fora regularmente; a falta de espaço: ficávamos o dia todo na cama (dormir, brincar, assistir televisão), isso também rendeu vários machucados (é complicado andar numa casa desse tamanho, cheio de brinquedos espalhados pelo chão, e não se machucar), o excesso de gastos (como já disse comer fora e estar cercada de tentações...), outra fator que limitava muito o meu bom humor er
a a academia em frente a nossa casinha, ás 6:20 tinha uma aula de bicicleta ergométrica que não sei como não deixava todo mundo surdo, insuportável! Não tem como manter manter a razão sem dormir e ainda mais acordando com dance music!
Mas o pior era a angustia do ficar ou não em Brasília. Eu não podia planejar nada, já que amanhã ou depois alguma coisa poderia acontecer e teríamos que voltar à Curitiba. Acredito que só suportamos tudo isso porque nossa família se ama muito. Alguns dias eram insuportáveis, principalmente os domingos. A semana acabava e nada se resolvia.
Depois de um mês e meio fomos à Curitiba, visitar a nossa casa e todas as pessoas que sentimos falta. E foi durante esta estada na minha amada cidade que a tortura chegou ao fim. Alguns dias antes do retorno à Brasília, recebi a mensagem de que tudo tinha se resolvido e finalmente poderíamos ficar em paz na Capital Nacional. Porém eu estava na minha casa linda e grande (em relação a quitinete). Já estava conformada e até mesmo satisfeita com o nosso possível retorno. Mas tá, tudo bem, é sempre assim, quando desistimos a resposta vem.
Porém, um dia antes de voltarmos à Brasília eu me convenci de que ir embora seria um bom negócio. Fui devolver uns filmes numa locadora não muito longe de casa, uns três km. Pegamos uma chuva horrível e um trânsito tenebroso no meio da tarde. Fora o frio que passamos. De repente eu percebi que nunca gostei e nem me adaptei com frio nenhum. Odeio frio. Não suporto ficar parada no trânsito. E a chuva também me incomoda muito...
E Brasília é quente, o trânsito é só no horário de pico e no entorno e a chuva? Bem... Vocês devem imaginar.
Logo voltei pra Capital conformada e até feliz. Até porque eu já tinha passado por tanto sofrimento, angústia, ansiedade, que quando solucionaram a nossa estadia eu tinha mais era que comemorar. Claro, é muito triste ficar longe da minha família, dos meus amigos. Mas é muito bom matar as saudades.
Agora já estamos bem instalados na cidade. Também consegui planejar um pouco minha vida, ainda estou meio perdida, mas eu sei me virar.
Aguardem os próximos capítulos...
Quando chegamos ficamos na casa de um amigo da família, que foi extremamente gentil conosco (sou eternamente grata). Ficamos apenas alguns dias lá. Logo tivemos a oportunidade de nos mudar para esta kit citada acima, na Asa Norte. O lugar muito bom, com parquinhos e comércio (em excesso), principalmente de comes e bebes. A melhor sorveteria (e a mais cara) ficava embaixo da nossa mini casa.

Pra neneca foi ótimo, parquinhos, sorvetes e uma casa do tamanho dela, com direito a frigobar, que como era do seu tamanho, ela o abria e fechava sem complicações. Outra coisa que ela deve ter gostado muito foi dormir conosco, ao lado da nossa cama.
Mas morar num lugar tão pequeno é bom pra um curto período de tempo. As limitações eram muitas: não dava pra cozinhar, já que não tinha janela na “cozinha” e por isso comíamos fora regularmente; a falta de espaço: ficávamos o dia todo na cama (dormir, brincar, assistir televisão), isso também rendeu vários machucados (é complicado andar numa casa desse tamanho, cheio de brinquedos espalhados pelo chão, e não se machucar), o excesso de gastos (como já disse comer fora e estar cercada de tentações...), outra fator que limitava muito o meu bom humor er
a a academia em frente a nossa casinha, ás 6:20 tinha uma aula de bicicleta ergométrica que não sei como não deixava todo mundo surdo, insuportável! Não tem como manter manter a razão sem dormir e ainda mais acordando com dance music! Mas o pior era a angustia do ficar ou não em Brasília. Eu não podia planejar nada, já que amanhã ou depois alguma coisa poderia acontecer e teríamos que voltar à Curitiba. Acredito que só suportamos tudo isso porque nossa família se ama muito. Alguns dias eram insuportáveis, principalmente os domingos. A semana acabava e nada se resolvia.
Depois de um mês e meio fomos à Curitiba, visitar a nossa casa e todas as pessoas que sentimos falta. E foi durante esta estada na minha amada cidade que a tortura chegou ao fim. Alguns dias antes do retorno à Brasília, recebi a mensagem de que tudo tinha se resolvido e finalmente poderíamos ficar em paz na Capital Nacional. Porém eu estava na minha casa linda e grande (em relação a quitinete). Já estava conformada e até mesmo satisfeita com o nosso possível retorno. Mas tá, tudo bem, é sempre assim, quando desistimos a resposta vem.
Porém, um dia antes de voltarmos à Brasília eu me convenci de que ir embora seria um bom negócio. Fui devolver uns filmes numa locadora não muito longe de casa, uns três km. Pegamos uma chuva horrível e um trânsito tenebroso no meio da tarde. Fora o frio que passamos. De repente eu percebi que nunca gostei e nem me adaptei com frio nenhum. Odeio frio. Não suporto ficar parada no trânsito. E a chuva também me incomoda muito...
E Brasília é quente, o trânsito é só no horário de pico e no entorno e a chuva? Bem... Vocês devem imaginar.
Logo voltei pra Capital conformada e até feliz. Até porque eu já tinha passado por tanto sofrimento, angústia, ansiedade, que quando solucionaram a nossa estadia eu tinha mais era que comemorar. Claro, é muito triste ficar longe da minha família, dos meus amigos. Mas é muito bom matar as saudades.
Agora já estamos bem instalados na cidade. Também consegui planejar um pouco minha vida, ainda estou meio perdida, mas eu sei me virar.
Aguardem os próximos capítulos...
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
A VIAGEM
Desculpe a demora, mas é que muitas coisas aconteceram e durante todos esses ocorridos estivemos fora da rede. É incrível, mas Brasília quase não tem lan house. Chegamos aqui no dia 20 de abril, um dia antes da festa de aniversário da Capital. Imagina, esta cidade já é confusa, com uma festança que fecha ruas então...
A viagem foi boa, tranquila. Viemos em etapas.
A primeira de Curitiba até Campinas. A estrada ótima, assim como seus pedágios, em torno de R$2 até R$5. Ficamos numa área meio estranha da cidade, acredito que perto da rodoviária. Fomos procurar um restaurante para jantar e de repente estávamos no meio da cracolândia. Claro que não aconteceu nada. Quando estiver em perigo aja com naturalidade. Voltamos para o hotel, pegamos o carro e fomos pro lugar mais seguro (pelo menos é o que aparenta): o shopping. Dormimos, acordamos e seguimos viagem até Uberaba.
A estrada até Ribeirão Preto é muito boa, mas assim como a qualidade da estrada vai diminuindo, o preço do pedágio vai aumentando. De Ribeirão Preto até a divisa com Minas a estrada é "boa", mais simples: duas pistas para cada mão. A partir da divisa não tem mais pedágio e a estrada fica ruim, mas já vi piores. Em Uberaba ficamos três dias, na casa de um amigo. Cidade ótima, mas se eu ficasse mais duas semanas precisaria de uma cirurgia de redução de estômago, a comida de lá é uma das melhores que já experimentei em toda minha vida. Conhecemos várias pessoas, saímos, fomos na feira da cidade (onde a neneca fez o pai enfrentar horas de fila porque queria ir no pula-pula), enfim, foi uma ótima estada.
Após o terceiro dia pegamos a estrada novamente, bem ruim por sinal. Passamos pelo Triângulo Mineiro e chegamos à Goiás. Paramos em vários lugares, mas o principal foi Cristalina, pelo nome já se imagina o que tem por lá: cristais. Comemos, tomamos uma coca, café, energético, mais um pouco e enfim chegamos em Brasília
A viagem foi fácil, mas se localizar aqui é que foi complicado. Até eu entender que a rua da Asa Sul é a mesma da Asa Norte, e que pra ir pro Sudoeste é preciso Ir pelo Eixo Monumental, o Cruzeiro fica perto da SIA e do Sudoeste, foi complicado. Aqui é tudo por letras e números. L2, L4, Eixo L, W3, W. W4. W5, SQS, SQN, CLN, EPIA, EPGU...e assim por diante. Não há nomes de ruas, é tudo por Super Quadras, Blocos.
Chegamos e por sorte, pura sorte, demos de cara com o Shopping Terraço, próximo do lugar onde íamos ficar, no Sudoeste. Conseguimos nos encontrar facilmente. No outro dia (o dia da festa) tentei ir até o Setor Bancário Norte. Mas
com as ruas fechadas foi quase um parto. Um calor infernal, todas as ruas(que na verdade era apenas uma) fechadas. Não sei como, mas acabei encontrando o lugar.
Passei umas duas semanas me perdendo e me achando, fui parar um dia na Asa Sul, sem querer, não conseguia ir pra o Sudoeste, nem pra Rodoviária.
A viagem foi boa, tranquila. Viemos em etapas.
A primeira de Curitiba até Campinas. A estrada ótima, assim como seus pedágios, em torno de R$2 até R$5. Ficamos numa área meio estranha da cidade, acredito que perto da rodoviária. Fomos procurar um restaurante para jantar e de repente estávamos no meio da cracolândia. Claro que não aconteceu nada. Quando estiver em perigo aja com naturalidade. Voltamos para o hotel, pegamos o carro e fomos pro lugar mais seguro (pelo menos é o que aparenta): o shopping. Dormimos, acordamos e seguimos viagem até Uberaba.
A estrada até Ribeirão Preto é muito boa, mas assim como a qualidade da estrada vai diminuindo, o preço do pedágio vai aumentando. De Ribeirão Preto até a divisa com Minas a estrada é "boa", mais simples: duas pistas para cada mão. A partir da divisa não tem mais pedágio e a estrada fica ruim, mas já vi piores. Em Uberaba ficamos três dias, na casa de um amigo. Cidade ótima, mas se eu ficasse mais duas semanas precisaria de uma cirurgia de redução de estômago, a comida de lá é uma das melhores que já experimentei em toda minha vida. Conhecemos várias pessoas, saímos, fomos na feira da cidade (onde a neneca fez o pai enfrentar horas de fila porque queria ir no pula-pula), enfim, foi uma ótima estada.
Após o terceiro dia pegamos a estrada novamente, bem ruim por sinal. Passamos pelo Triângulo Mineiro e chegamos à Goiás. Paramos em vários lugares, mas o principal foi Cristalina, pelo nome já se imagina o que tem por lá: cristais. Comemos, tomamos uma coca, café, energético, mais um pouco e enfim chegamos em Brasília
A viagem foi fácil, mas se localizar aqui é que foi complicado. Até eu entender que a rua da Asa Sul é a mesma da Asa Norte, e que pra ir pro Sudoeste é preciso Ir pelo Eixo Monumental, o Cruzeiro fica perto da SIA e do Sudoeste, foi complicado. Aqui é tudo por letras e números. L2, L4, Eixo L, W3, W. W4. W5, SQS, SQN, CLN, EPIA, EPGU...e assim por diante. Não há nomes de ruas, é tudo por Super Quadras, Blocos.
Chegamos e por sorte, pura sorte, demos de cara com o Shopping Terraço, próximo do lugar onde íamos ficar, no Sudoeste. Conseguimos nos encontrar facilmente. No outro dia (o dia da festa) tentei ir até o Setor Bancário Norte. Mas
Passei umas duas semanas me perdendo e me achando, fui parar um dia na Asa Sul, sem querer, não conseguia ir pra o Sudoeste, nem pra Rodoviária.
Claro, pra quem conhece a cidade, isso que estou escrevendo soa ridículo, mas nestes dias, Brasília era aterrorizador.
Depois de um tempo entendi a lógica, agora rodo numa boa. Só não entendo muito bem como chegar na EPIA, que é onde tem os shoppings, feiras, hípermercados, mas sempre chego. Acho que tem alguma tesourinha que não saquei.
Vou colocar umas fotos e depois continuo a história. Acreditem, passei dois meses bem desastrosos por aqui, mas tudo se solucionou e agora as dificuldades são outras, mas sempre em frente.
Depois de um tempo entendi a lógica, agora rodo numa boa. Só não entendo muito bem como chegar na EPIA, que é onde tem os shoppings, feiras, hípermercados, mas sempre chego. Acho que tem alguma tesourinha que não saquei.
Vou colocar umas fotos e depois continuo a história. Acreditem, passei dois meses bem desastrosos por aqui, mas tudo se solucionou e agora as dificuldades são outras, mas sempre em frente.
domingo, 15 de março de 2009
Quem quer viajar conosco?
Nossa familinha está de partida. Vamos começar uma etapa nova das nossas vidas. Sei do carinho que muitos sentem por nós. E para não deixa-los na mão, fiz esse blog. Através dele contarei nossas aventuras e desventuras. e claro, colocarei algumas fotos.
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