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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Arrivederci

Nossa estadia em Brasília está no final. Mais algumas semanas e retornaremos a Curitiba. Sinto muita falta da minha casa, do meu lar – só entendi o significado desta palavra aqui. Foi doloroso ficar tanto tempo exilada nesta terra. Apenas agora consegui fazer amizades e ter com quem conversar, principalmente com as mães das amigas da minha filha e com as vizinhas.

São duas coisas que me farão sentir falta daqui: o calor e a escolinha da minha pequena. Com relação ao primeiro, realmente não há nada pra se fazer. Curitiba é fria, sempre foi, e nem mesmo com o efeito estufa o clima deixará de ser frio. Não gosto. Sinto-me presa com aquele monte de roupas e adoro uma piscina, rio, mar. Quanto à segunda, será mais fácil, pois trocaram a responsável pela educação infantil na escola e a nova não leva jeito pra coisa. Inseriu um monte de regras desnecessárias e está abolindo o contato mais corriqueiro entre família e aluno. O que era, ano passado, uma vantagem, pois não suporto esta pedagogia que acredita que na sala de aula o aluno não deve ter contato com os parentes. Bem, explicando, conversar com a professora apenas com hora marcada, jamais na entrada e saída dos alunos(mesmo se a professora estiver livre). Observá-los pela janela também foi proibido e, na sexta-feira, fiz o aniversário da minha filha lá e não pude participar. Sei que várias instituições seguem este padrão, mas não gosto e até no ano passado podia e isso nunca fez mal às crianças ou professoras (várias estão reclamando). Tudo isso pra dizer que com essa história fiquei P* da cara e meu coração não está mais partido de ter cancelado a matrícula dela, que fiz no mesmo dia da discórdia.

Agora, os preparativos finais: pintar a casa, fazer a revisão no carro, arrumar as malas, despachar minha filha (desta vez ela não vai conosco de carro, mas de avião com a vó) e curtir uns três, quatro dias a sós com meu marido amado nesta viagem de 1378 Km (da minha casa de Brasília até a minha casa de Curitiba).

Voltarei a esta terra árida em maio, pra finalizar um tratamento e não sei se virei mais alguma vez durante minha vida. Mas, esta é uma caixinha de surpresas!

Este blog começou com a viagem, continuarei e escrever nele, até porque esta foi a primeira de muitas e este espaço é sobre a familinha e não apenas sobre a nossa vinda a Brasília.

Ah, antes de ir embora preciso, veja bem, não é querer, é PRECISAR, conhecer a Chapada dos Veadeiros.

Outra coisa, a dita cuja da responsável pela escolinha tirou umas fotos pra mim, vou colocar pra vocês verem que linda minha filhota.


domingo, 21 de fevereiro de 2010

Olha que linda a minha princesa!



É carnaval, é carnaval! Minha amada foi de Princesa, linda!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Ultima semana em casa

Olha só, eu escrevi esse texto em Curitiba, lá pelo dia 13, 14, mas não tive tempo de terminar, vou colocá-lo mesmo assim.


Estamos em Curitiba, a última fase de nossas férias. Vontade ir embora? Nenhuma. Aqui é a nossa casa, com a nossa cara e jeito. Simplesmente não dá vontade de sair de casa. Ainda bem que chove muito, assim não me sinto culpada por perder um dia de sol. Curitibanos são assim, quando faz sol tem que se desentocar. Deve ser trauma de tantos dias trancados e encobertos.
Hoje fui no centro de manhã, andei pela rua das Flores e adjacências, parecia uma turista na minha própria cidade. Gosto de ver essas pessoas "esquisitas"(na verdade a transcrição mais perfeita de normal). Não é a toa que Rita Lee diz querer ser Normal em Curitiba. As excentricidades desta minha cidade podem ser normais para quem vem de metrópoles e ultrapassadas para os que veem longe. Mas é a minha cidade: que vota na propaganda e é fria, chuvosa. É a minha cidade provinciana, com tardes frias onde o pensamento precisa voar quando se espera a porra do ônibus que não passa, na maneira de falar o i e o u (e - o) e das palavras que só existem por aqui.
Mas tenho que ir embora, voltar pra Brasília e pra casa que não tem nada de mim, nem da minha familinha amada. É sofrido, sentir saudades das pessoas, das nossas coisas, ir pra uma cidade que não nos diz nada. Fazer o que?