Chegar na cidade foi relativamente fácil. Aprender como andar nela é que foi mais complicado, mas isso só dependia de mim, e quando o assunto é direto, descomplica. O ruim mesmo foi ter que ficar dois meses morando numa quitinete de 25m2, a espera do apito final: se íamos ou não ficar na cidade.
Quando chegamos ficamos na casa de um amigo da família, que foi extremamente gentil conosco (sou eternamente grata). Ficamos apenas alguns dias lá. Logo tivemos a oportunidade de nos mudar para esta kit citada acima, na Asa Norte. O lugar muito bom, com parquinhos e comércio (em excesso), principalmente de comes e bebes. A melhor sorveteria (e a mais cara) ficava embaixo da nossa mini casa.
Pra neneca foi ótimo, parquinhos, sorvetes e uma casa do tamanho dela, com direito a frigobar, que como era do seu tamanho, ela o abria e fechava sem complicações. Outra coisa que ela deve ter gostado muito foi dormir conosco, ao lado da nossa cama.
Mas morar num lugar tão pequeno é bom pra um curto período de tempo. As limitações eram muitas: não dava pra cozinhar, já que não tinha janela na “cozinha” e por isso comíamos fora regularmente; a falta de espaço: ficávamos o dia todo na cama (dormir, brincar, assistir televisão), isso também rendeu vários machucados (é complicado andar numa casa desse tamanho, cheio de brinquedos espalhados pelo chão, e não se machucar), o excesso de gastos (como já disse comer fora e estar cercada de tentações...), outra fator que limitava muito o meu bom humor er
a a academia em frente a nossa casinha, ás 6:20 tinha uma aula de bicicleta ergométrica que não sei como não deixava todo mundo surdo, insuportável! Não tem como manter manter a razão sem dormir e ainda mais acordando com dance music!
Mas o pior era a angustia do ficar ou não em Brasília. Eu não podia planejar nada, já que amanhã ou depois alguma coisa poderia acontecer e teríamos que voltar à Curitiba. Acredito que só suportamos tudo isso porque nossa família se ama muito. Alguns dias eram insuportáveis, principalmente os domingos. A semana acabava e nada se resolvia.
Depois de um mês e meio fomos à Curitiba, visitar a nossa casa e todas as pessoas que sentimos falta. E foi durante esta estada na minha amada cidade que a tortura chegou ao fim. Alguns dias antes do retorno à Brasília, recebi a mensagem de que tudo tinha se resolvido e finalmente poderíamos ficar em paz na Capital Nacional. Porém eu estava na minha casa linda e grande (em relação a quitinete). Já estava conformada e até mesmo satisfeita com o nosso possível retorno. Mas tá, tudo bem, é sempre assim, quando desistimos a resposta vem.
Porém, um dia antes de voltarmos à Brasília eu me convenci de que ir embora seria um bom negócio. Fui devolver uns filmes numa locadora não muito longe de casa, uns três km. Pegamos uma chuva horrível e um trânsito tenebroso no meio da tarde. Fora o frio que passamos. De repente eu percebi que nunca gostei e nem me adaptei com frio nenhum. Odeio frio. Não suporto ficar parada no trânsito. E a chuva também me incomoda muito...
E Brasília é quente, o trânsito é só no horário de pico e no entorno e a chuva? Bem... Vocês devem imaginar.
Logo voltei pra Capital conformada e até feliz. Até porque eu já tinha passado por tanto sofrimento, angústia, ansiedade, que quando solucionaram a nossa estadia eu tinha mais era que comemorar. Claro, é muito triste ficar longe da minha família, dos meus amigos. Mas é muito bom matar as saudades.
Agora já estamos bem instalados na cidade. Também consegui planejar um pouco minha vida, ainda estou meio perdida, mas eu sei me virar.
Aguardem os próximos capítulos...
Quando chegamos ficamos na casa de um amigo da família, que foi extremamente gentil conosco (sou eternamente grata). Ficamos apenas alguns dias lá. Logo tivemos a oportunidade de nos mudar para esta kit citada acima, na Asa Norte. O lugar muito bom, com parquinhos e comércio (em excesso), principalmente de comes e bebes. A melhor sorveteria (e a mais cara) ficava embaixo da nossa mini casa.

Pra neneca foi ótimo, parquinhos, sorvetes e uma casa do tamanho dela, com direito a frigobar, que como era do seu tamanho, ela o abria e fechava sem complicações. Outra coisa que ela deve ter gostado muito foi dormir conosco, ao lado da nossa cama.
Mas morar num lugar tão pequeno é bom pra um curto período de tempo. As limitações eram muitas: não dava pra cozinhar, já que não tinha janela na “cozinha” e por isso comíamos fora regularmente; a falta de espaço: ficávamos o dia todo na cama (dormir, brincar, assistir televisão), isso também rendeu vários machucados (é complicado andar numa casa desse tamanho, cheio de brinquedos espalhados pelo chão, e não se machucar), o excesso de gastos (como já disse comer fora e estar cercada de tentações...), outra fator que limitava muito o meu bom humor er
a a academia em frente a nossa casinha, ás 6:20 tinha uma aula de bicicleta ergométrica que não sei como não deixava todo mundo surdo, insuportável! Não tem como manter manter a razão sem dormir e ainda mais acordando com dance music! Mas o pior era a angustia do ficar ou não em Brasília. Eu não podia planejar nada, já que amanhã ou depois alguma coisa poderia acontecer e teríamos que voltar à Curitiba. Acredito que só suportamos tudo isso porque nossa família se ama muito. Alguns dias eram insuportáveis, principalmente os domingos. A semana acabava e nada se resolvia.
Depois de um mês e meio fomos à Curitiba, visitar a nossa casa e todas as pessoas que sentimos falta. E foi durante esta estada na minha amada cidade que a tortura chegou ao fim. Alguns dias antes do retorno à Brasília, recebi a mensagem de que tudo tinha se resolvido e finalmente poderíamos ficar em paz na Capital Nacional. Porém eu estava na minha casa linda e grande (em relação a quitinete). Já estava conformada e até mesmo satisfeita com o nosso possível retorno. Mas tá, tudo bem, é sempre assim, quando desistimos a resposta vem.
Porém, um dia antes de voltarmos à Brasília eu me convenci de que ir embora seria um bom negócio. Fui devolver uns filmes numa locadora não muito longe de casa, uns três km. Pegamos uma chuva horrível e um trânsito tenebroso no meio da tarde. Fora o frio que passamos. De repente eu percebi que nunca gostei e nem me adaptei com frio nenhum. Odeio frio. Não suporto ficar parada no trânsito. E a chuva também me incomoda muito...
E Brasília é quente, o trânsito é só no horário de pico e no entorno e a chuva? Bem... Vocês devem imaginar.
Logo voltei pra Capital conformada e até feliz. Até porque eu já tinha passado por tanto sofrimento, angústia, ansiedade, que quando solucionaram a nossa estadia eu tinha mais era que comemorar. Claro, é muito triste ficar longe da minha família, dos meus amigos. Mas é muito bom matar as saudades.
Agora já estamos bem instalados na cidade. Também consegui planejar um pouco minha vida, ainda estou meio perdida, mas eu sei me virar.
Aguardem os próximos capítulos...