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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Tinha outro assunto que voou no senta e levanta da cadeira.


As aulas acabaram. Mais uma vez sou mãe em tempo integral. Isso é ótimo. Em contrapartida, não tenho tempo pra mais nada. Então não se desesperem se o blog ficar inativo por um tempo. Isso faz parte desta profissão nenhum um pouco reconhecida no mercado de trabalho. Deveriam pagar para que as mães cuidassem dos filhos e da casa. Com certeza isso seria muito recompensador no futuro. Mas o que acontece é o contrário, uma vez que as mulheres pediram independência e aparentemente a conseguiram. E daí? Agora são como os homens. Que legal. Já não chega eles existirem, há também elas que são como eles. Com baton e saia. Consequencia: um monte de homem que não quer saber de mulher. Se é pra ficar com alguém igual, que seja por inteiro. Mas isso é escolha, ou não, de cada uma.
Eu adoro poder ser mãe por inteiro. Cuidar da casa também acho interessante, mas não limpar e fazer almoço todos os dias. Isso é massante. Gostaria de poder ter alguma secretária para esses assuntos, assim poderia realmente cuidar: decorar, pintar, ajeitar, entre outras coisas que se pode fazer num lar. Mas como aqui em Brasília não dá, não conheço ninguém, então perco o meu tempo precioso no lavar, passar, cozinhar, lavar, limpar. E claro, brincar, educar, deseducar um pouco (e eu lá sou fraca?), dar comida, passear, dar banho, enxugar, brincar, escovar os dentes, contar histórias, colocar para dormir. As vezes este último não dá certo, aí, brigar, dar água, dar suco, quem sabe aí dormir.
Bem aí posso vir para o computador. Será? Nem sempre. Ontem por exemplo tive que levantar três vezes. Era só para dar um beijinho, na verdade uma enrolação danada. Agora por exemplo, ela estava brincando quando comecei este texto, já levantei sei lá quantas vezes. Enquanto escrevia, fiz o jantar, dei banho nela e lavei a louça. As atividades não páram. Foi um texto curto, mas que levou umas três horas para sair do forno. E se estiver desconexo, imagine o porque.
Ainda falam que ser dona de casa é pouco. Saudades do tempo em que acordava para ir trabalhar e quando acabava o expediente podia fazer o que quisesse. Agora é expediente integral. E sem salário. Mas é compensador, como é que pode, né? Não imagino a vida sem minha família. E é engraçado, esses dias estava correndo que nem uma louca e comecei a pensar: por que cargas d'água queremos casar e ter filhos? É tão mais fácil ser sozinha. Mas parece que é mais forte. Encontrou o amor?Poxa, podiam curtir só os dois e tal. Mas não. É preciso gerar frutos, ou seja, filhos!
E são 25 horas pensando neles. Mesmo depois que o dia acaba e estão todos dormindo, meu ouvido está ligado. Qualquer barulho e eu acordo. Antes levantava correndo para ver o que era. Agora espero um pouco, dependendo dos sons levanto, se não, volto a dormir.
Mas este texto tinha outro objetivo, nem lembro o que era, além de dizer que estarei sem tempo. Tinha outro assunto que voou no senta e levanta da cadeira.

Um comentário:

  1. Quando, porventura, faço meus posts em casa, geralmente são dessa forma, entre brincar com a Alice, atender celular, ir ao banheiro, arrumar alguma coisa, o caos organizado.
    Bjks

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